Na verdade é assim o meu modo de ver, meu filho hoje ja tem 8 anos e até hoje teve suas gripes, suas complicações pulmonares e sobreviveu bem sem a traqueostomia, então porque agora depois de grande, vai depender dela pra sobreviver? Eu acredito na qualidade de vida, e não acho que traqueostomia seja qualidade de vida, como Enfermeira e como mãe nesse mundo dos Pc a 8 anos, vi muitas crianças que iam a escola, tinham suas limitações, algumas até que mais graves, mas tinham seus periodos bem, saiam, tinham vida social ativa, e depois da traqueo, isso acabou, são vários que conheci desta maneira, e a maioria faleceu de infecção na traqueo, claro que existe sindromes que não tem como ficar sem a traqueo, mas o Pc acho que não é um bem necessário, eu quero meu filho vivo, mas com qualidade de vida, podendo passear, ir a escola, se não for pra ser, é porque Deus não quer mais. Existes médicos que nem pensam em tratamento ou ver o que ta causando tantas secreções, de imediato ja querem fazer a traqueostomia.
Esse conselho que deixo para as mães hojes, pensem bem sobre a traqueo, ela pode salvar a vida do seu filho? Vai ter qualidade de vida? Veja realmente se essa é a última opção.
Traqueostomia
Traqueostomia é um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traquéia, abaixo da laringe, indicado em emergências e nas intubações prolongadas.
A incisão é feita entre o 2º e 3º anel traqueal. O objetivo é não prejudicar as cordas vocais do paciente ao passar o tubo de ar.
A traqueostomia é um procedimento frequentemente realizado em pacientes necessitando de ventilação mecânica prolongada.
A técnica, nestes pacientes, apresenta diversas vantagens quando comparada com o tubo orotraqueal, incluindo maior conforto do paciente, mais facilidade de remoção de secreções da árvore traqueobrônquica e manutenção segura da via aérea.
O tubo orotraqueal é mais utilizado quando o paciente vai ficar pouco tempo respirando com ventilação mecânica, como em cirurgias que requerem anestesia geral.
O procedimento de traqueostomia é simples. O pescoço do paciente é limpo e coberto e logo são feitas incisões para expor os anéis cartilaginosos que formam a parede externa da traqueia.
Posteriormente, o cirurgião corta dois desses anéis e insere nesse orifício uma cânula (metálica ou plástica), que permite uma comunicação entre a traqueia e a região do pescoço.
Acesso cirúrgico
O acesso cirúrgico para a traqueostomia pode ser realizado em vários níveis:
Cricotireoidostomia ou cricotireoidotomia ou cricotireotomia é realizada na região da transmembrana cricotireoidiana.
Traqueostomia alta é realizada acima do ístimo da glândula tireoide.
Traqueostomia transístmica é realizada através do istmo da glândula tireoide, sendo necessário a sua secção e sutura.
Traqueostomia baixa é realizada abaixo do ístmo da glândula tireoide que é tracionado superiormente.
Traqueostomia mediastinal anterior é realizada no mediastino anterior após uma ressecção do manúbrio do osso esterno.
Traqueostomia percutânea é realizada a técnica de Seldinger, adaptada para a traqueostomia ou mini-traqueostomia.
Cricotireoidostomia ou cricotireoidotomia ou cricotireotomia é realizada na região da transmembrana cricotireoidiana.
Traqueostomia alta é realizada acima do ístimo da glândula tireoide.
Traqueostomia transístmica é realizada através do istmo da glândula tireoide, sendo necessário a sua secção e sutura.
Traqueostomia baixa é realizada abaixo do ístmo da glândula tireoide que é tracionado superiormente.
Traqueostomia mediastinal anterior é realizada no mediastino anterior após uma ressecção do manúbrio do osso esterno.
Traqueostomia percutânea é realizada a técnica de Seldinger, adaptada para a traqueostomia ou mini-traqueostomia.
Cânulas de traqueostomia
Cânula de traqueostomia metálica;Cânula de traqueostomia plástica sem balão;Cânula de traqueostomia plástica com balão.
Recuperação
A recuperação da incisão feita na traqueia para a introdução de cânula (processo da traqueostomia) depende de diversos fatores, tais como:
Durabilidade da traqueostomia (prolongada ou de curta duração);
Condições físicas do paciente.
Considerando uma traqueostomia baixa, de curta duração, executada em paciente hígido, submetido, anteriormente, a uma tireoidectomia total, com esvaziamento ganglionar e, portanto, com a pele do pescoço descolada devido ao processo cirúrgico, teremos um tempo médio de cicatrização da traqueia em torno de 30 dias, após a retirada da cânula.
Nesse caso, o orifício da pele do pescoço fechar-se-á, primeiramente, em pouco menos que 5 (cinco) dias, utilizando-se ponto falso feito com tiras de esparadrapo postadas em formato de “X”, fazendo-se pregas para agilizar a cicatrização (mantém o orifício colabado e aproxima, da traqueia, o tecido da pele e músculo, acelerando a aderência).
A traqueia é constituída por músculo liso, revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem. Por isso, o fechamento do seu orifício é mais lento e de forma gradativa.
A medida que o orifício diminui de tamanho, até chegar a uma abertura mínima, é possível a percepção de som, este produzido analogamente ao apito (o som é produzido pela vibração do ar ao passar por uma aresta).
Isto constitui um sinal, juntamente com a presença de pequenas bolhas de ar ao redor da traqueia, de que seu orifício está prestes a fechar (em média 2 dias para o fechamento total).
Após o fechamento total do orifício, é acelerado o processo de aderência da pele e absorção da fibrose que por ventura tenha sido criada.
– Indicações de traqueostomia na criança
Obstrução da via aérea superior Higiene pulmonar, ventilação assistida
Alérgicas Angioedema; anafilaxia Asma
Metabólicas – Fibrose cística; coma devido a diabetes, uremia,
etc.; sind angústia respiratória
Profiláticas Cirurgia cabeça e pescoço; neurocirurgia; –
cirurgia cardíaca; entubação prolongada
Degenerativas/idiopáticas Paralisia cordas vocais Deficiência sistema nervoso central ou
neuromuscular: Sind Guillain-Barré;
polimiosite; miastenia grave; botulismo;
parada cardíaca, parada respiratória
Desordens do sono Colapso musculatura faríngea; hipertrofia –
adenóide/amígdala
Congênitas Atresia de coanas; macroglossia; fenda Doença cardíaca e insuficiência cardíaca
palatina; Assoc Pierre-Robin; congênitas; atresia de esôfago com fístula
laringomalacia, estenose laringe; traqueoesofágica; hipoplasia pulmonar por
paralisia cordas vocais; membrana e hérnia diafragmática; cirurgia
cistos de laringe; estenose subglótica; craniomaxilofacial
anel vascular; hipoplasia traqueal
Trauma Injúria oral e facial; corpo estranho; Trauma craniano; esmagamento torácico;
queimaduras; edema laríngeo; lesão hemorragia intrapulmonar; pneumotórax; após
nervo laríngeo recorrente; fratura transplante de pulmão
laríngea
Tóxico Corrosivos Coma tóxico (fenobarbital e outros); sind
aspirativas (mecônico e outras)
Infecção Epiglotite; laringotraqueíte; gengivoestomatite; Meningite; encefalite; abscesso cerebral;
difteria; abscesso retrofaríngeo; celulite pneumonia; bronquiolite; poliomielite; aspiração
cervical; tétano; raiva pulmonar com indicação de fechamento laríngeo
Neoplasia Tumores de laringe, traquéia, faringe e Tumor cerebral e medula espinhal
língua: papiloma, hemangioma,
linfangioma e sarcom.



