Meu Reizinho

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Deus não confiaria uma criança Especial a uma mãe que não conhecesse um sorriso!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Convulsões

Bem vou tentar resumir pra vocês os tipos de crises que meu João Pedro ja teve e o que ajudou e a forma de decidir ou não levar ao hospital.
Com 1 ano João Pedro começou a apresentar crises, começou com sustinhos, e logo foi detectada a SINDROME DE WEST, meu Deus eram muitas por dia, chegou a fazer no eletro de 12 horas 380 crises, ai começou a tentativa de medicamentos, João usou Gardenal, Tryleptal, Carbamazepina, Depakene, Amplictil, Neuleptil, Sonebom, Rivotril, Primidona, e nada combatia essas crises, então começou com Sabril e ele sim resolveu, porém quando essas crises passaram começaram as crises logo após que dormia, era uma tortura era começar a cochilar ela vinha, virava o rosto pro lado esquerdo a boca entortava e cabeça era jogada pro lado com movimentos bruscos e logo após vinhas as ansias e vomitos, foi um longo periodo, tentamos medicamentos importados como Keppra e também um outro que não lembro o nome agora, e só se resolveu com a mistura do Lamotrigina com Frisium, foi uma época dificil hoje em dia ele só tem crise se for ter alguma infecção.
Bem pessoal nesse longo tempo aprendi algumas coisas que vou tentar passar pra vocês, nem sempre devemos sair correndo pro hospital pois lá muitas vezes só judiam dos nossos pequenos, dificil pegar a veia e só resolve na hora, o aconselhável é que se a crise demorar mais de 10 minutos fazer supositório de Diazepan podemos mandar manipular, que é carinho, então podemos pegar no próprio posto de saúde, é só aspirar com a seringa o liquido da ampola e usar a sonda de aspiração pra passar via retal, geralmente corta a crise em um minuto, porque muitas vezes essa crise pode ser por uma infecção ou alguma virose que esta pra vir, e vereficar se a criança não fica com lábios roxos ou a ponta dos dedos, neste caso levar ao pronto socorro. Eu geralmente usava após cinco minutos de crise, se não passasse até dez minutos levava ao hospital, mas desde que aprendi a mandar manipular o diazepan muito poucas vezes fui ate o pronto socorro.
Agora vou colocar uma definição cientifica sobre convulsões, espero ter ajudado.


CONVULSÕES



Convulsão é um fenômeno electro-fisiológico anormal temporário que ocorre no cérebro (descarga bio-energética) e que resulta numa sincronização anormal da actividade eléctrica neuronal. Estas alterações podem reflectir-se a nível da tonacidade corporal (gerando contrações involuntárias da musculatura, como movimentos desordenados, ou outras reações anormais como desvio dos olhos e tremores), alterações do estado mental, ou outros sintomas psíquicos.
Dá-se o nome de epilepsia à síndrome médica na qual existem a convulsões recorrentes e involuntárias, embora possam ocorrer convulsões em pessoas que não sofrem desta condição médica.

Sintomas das Convulsões

  • A crise convulsiva é generalizada quando há movimentos de braços e pernas, desvio dos olhos e liberação dos esfíncteres associada à perda da consciência.
  • É denominada focal simples, quando as contrações acontecem em um membro do corpo (braço, perna) e não fazem com que a pessoa perca a consciência. Se houver perda da consciência associada à contração de apenas um membro damos o nome de focal complexa.
  • As crises podem se apresentar ainda como uma "moleza" generalizada no corpo da pessoa; estas são as crises atônicas.
  • A crise de ausência se caracteriza pela perda da consciência, em geral sem quedas e sem atividade motora. A pessoa fica com o “olhar perdido” por alguns momentos.



Tipos de convulsão

As convulsões generalizadas podem ser subdivididas:
  • De ausência: geralmente ocorrem em crianças. Como o nome implica, a pessoa fica ausente do mundo consciente por um breve período.
  • Clônicas: causam convulsões ou movimentos involuntários em ambos os lados do corpo.
  • Mioclônicas: envolvem o movimento involuntário da parte superior do corpo e dos membros.
  • Tônicas: resultam na contração súbita dos músculos. Essas convulsões são mais comuns durante o sono.
  • Atônicas: envolvem a perda do controle muscular, fazendo a pessoa desmaiar ou cair.
  • Tônico-clônicas: envolvem uma combinação dos sintomas das convulsões tônicas e clônicas.

Convulsão febril

A convulsão febril é o distúrbio convulsivo mais comum na infância. Acomete de 2 a 5% das crianças até 5 anos de idade. Ela é definida como “uma crise que ocorre na infância, geralmente entre três meses e cinco anos de idade, associada a febre, mas sem evidência de infecção intracraniana (como meningite) ou de doença neurológica aguda (trauma, tumor)”. Normalmente não deixa sequelas, raramente ocorre mais de três vezes e desaparece após os 5 anos de idade. A crise febril normalmente é generalizada e ocorre durante a rápida elevação da febre.

Procedimentos durante uma crise convulsiva

A crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante. A primeira coisa que deve se ter em mente é que a maioria das crises dura menos que 5 minutos e que a mortalidade durante a crise é baixa. Assim, deve-se manter a calma para que se possa, efetivamente, ajudar a pessoa. Medidas protetoras que devem ser tomadas no momento da crise:
  • Deitar a pessoa (caso ela esteja de pé ou sentada), evitando quedas e traumas;
  • Remover objetos (tanto da pessoa quanto do chão), para evitar traumas;
  • Afrouxar roupas apertadas;
  • Proteger a cabeça da pessoa com a mão, roupa, travesseiro;
  • Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra (evitando aspiração);
  • Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração;
  • Observar se a pessoa consegue respirar;
  • Afastar os curiosos, dando espaço para a pessoa;
  • Reduzir estimulação sensorial (diminuir luz, evitar barulho);
  • Permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise;
  • Procurar assistência médica.
Se possível, após tomar as medidas acima, devem-se anotar os acontecimentos relacionados com a crise. Deve-se registrar:
  • Início da crise;
  • Duração da crise;
  • Eventos significativos anteriores à crise;
  • Se há incontinência urinária ou fecal (eliminação de fezes ou urina nas roupas);
  • Como são as contrações musculares;
  • Forma de término da crise;
  • Nível de consciência após a crise.


O que não fazer durante e após uma crise convulsiva

Várias medidas erradas são comumente realizadas no socorro de uma pessoa com crise convulsiva. Não deve ser feito:
  • NÃO se deve imobilizar os membros (braços e pernas), deve-se deixá-los livres;
  • NÃO tentar balançar a pessoa. Isso evita a falta de ar.
  • NÃO coloque os dedos dentro da boca da pessoa, involuntariamente ela pode feri-lo.
  • NÃO dar banhos nem usar compressas com álcool caso haja febre pois há risco de afogamento ou lesão ocular pelo álcool;
  • NÃO medique, mesmo que tenha os medicamentos, na hora da crise, pela boca. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e pode-se afogar ao engolir o comprimido e a água;
  • Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a pessoa do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico.
  • NÃO realizar atividades físicas pelo menos até 48 horas após a crise convulsiva.

3 comentários:

Cris disse...

Oi, Roberta
Obrigada pela visita no blog do Reizinho. Assim como o meu, o seu Reizinho tb é lindo! rsrs
Muito bom o seu blog, c/ informações e dicas tão importantes p/ mães especiais. Parabéns!
Desejo-te força, paz e alegria do Senhor!
Bjuus

Eduardo Plantier disse...

Muito obrigado pelas informações, foram muito úteis !!!

Anônimo disse...

Adorei tudo que você postou, pois ajuda muito a todas as mães, principalmente as que tem filhos especiais com epilepsia como eu que tenho uma neta com paralisia cerebral e epilepsia.
Obrigada, e que o Bom DEUS te ilumine.
Continuarei sempre que poder lendo.

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