Meu Reizinho

Meu Reizinho
Deus não confiaria uma criança Especial a uma mãe que não conhecesse um sorriso!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

TRAQUEOSTOMIA

Porque nós mães temos tanto medo da traqueostomia, eu tenho!!!!
Na verdade é assim o meu modo de ver, meu filho hoje ja tem 8 anos e até hoje teve suas gripes, suas complicações pulmonares e sobreviveu bem sem a traqueostomia, então porque agora depois de grande, vai depender dela pra sobreviver? Eu acredito na qualidade de vida, e não acho que traqueostomia seja qualidade de vida, como Enfermeira e como mãe nesse mundo dos Pc a 8 anos, vi muitas crianças que iam a escola, tinham suas limitações, algumas até que mais graves, mas tinham seus periodos bem, saiam, tinham vida social ativa, e depois da traqueo, isso acabou, são vários que conheci desta maneira, e a maioria faleceu de infecção na traqueo, claro que existe sindromes que não tem como ficar sem a traqueo, mas o Pc acho que não é um bem necessário, eu quero meu filho vivo, mas com qualidade de vida, podendo passear, ir a escola, se não for pra ser, é porque Deus não quer mais. Existes médicos que nem pensam em tratamento ou ver o que ta causando tantas secreções, de imediato ja querem fazer a traqueostomia.
Esse conselho que deixo para as mães hojes, pensem bem sobre a traqueo, ela pode salvar a vida do seu filho? Vai ter qualidade de vida? Veja realmente se essa é a última opção.

Traqueostomia

Traqueostomia é um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traquéia, abaixo da laringe, indicado em emergências e nas intubações prolongadas.
A incisão é feita entre o 2º e 3º anel traqueal. O objetivo é não prejudicar as cordas vocais do paciente ao passar o tubo de ar.
A traqueostomia é um procedimento frequentemente realizado em pacientes necessitando de ventilação mecânica prolongada.
A técnica, nestes pacientes, apresenta diversas vantagens quando comparada com o tubo orotraqueal, incluindo maior conforto do paciente, mais facilidade de remoção de secreções da árvore traqueobrônquica e manutenção segura da via aérea.
O tubo orotraqueal é mais utilizado quando o paciente vai ficar pouco tempo respirando com ventilação mecânica, como em cirurgias que requerem anestesia geral.
O procedimento de traqueostomia é simples. O pescoço do paciente é limpo e coberto e logo são feitas incisões para expor os anéis cartilaginosos que formam a parede externa da traqueia.
Posteriormente, o cirurgião corta dois desses anéis e insere nesse orifício uma cânula (metálica ou plástica), que permite uma comunicação entre a traqueia e a região do pescoço.

Acesso cirúrgico

O acesso cirúrgico para a traqueostomia pode ser realizado em vários níveis:
Cricotireoidostomia ou cricotireoidotomia ou cricotireotomia é realizada na região da transmembrana cricotireoidiana.
Traqueostomia alta é realizada acima do ístimo da glândula tireoide.
Traqueostomia transístmica é realizada através do istmo da glândula tireoide, sendo necessário a sua secção e sutura.
Traqueostomia baixa é realizada abaixo do ístmo da glândula tireoide que é tracionado superiormente.
Traqueostomia mediastinal anterior é realizada no mediastino anterior após uma ressecção do manúbrio do osso esterno.
Traqueostomia percutânea é realizada a técnica de Seldinger, adaptada para a traqueostomia ou mini-traqueostomia.

Cânulas de traqueostomia

Cânula de traqueostomia metálica;
Cânula de traqueostomia plástica sem balão;
Cânula de traqueostomia plástica com balão.

Recuperação

A recuperação da incisão feita na traqueia para a introdução de cânula (processo da traqueostomia) depende de diversos fatores, tais como:
Durabilidade da traqueostomia (prolongada ou de curta duração);
Condições da pele e músculo ao redor da traqueia;
Condições físicas do paciente.
Considerando uma traqueostomia baixa, de curta duração, executada em paciente hígido, submetido, anteriormente, a uma tireoidectomia total, com esvaziamento ganglionar e, portanto, com a pele do pescoço descolada devido ao processo cirúrgico, teremos um tempo médio de cicatrização da traqueia em torno de 30 dias, após a retirada da cânula.
Nesse caso, o orifício da pele do pescoço fechar-se-á, primeiramente, em pouco menos que 5 (cinco) dias, utilizando-se ponto falso feito com tiras de esparadrapo postadas em formato de “X”, fazendo-se pregas para agilizar a cicatrização (mantém o orifício colabado e aproxima, da traqueia, o tecido da pele e músculo, acelerando a aderência).
A traqueia é constituída por músculo liso, revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem. Por isso, o fechamento do seu orifício é mais lento e de forma gradativa.
A medida que o orifício diminui de tamanho, até chegar a uma abertura mínima, é possível a percepção de som, este produzido analogamente ao apito (o som é produzido pela vibração do ar ao passar por uma aresta).
Isto constitui um sinal, juntamente com a presença de pequenas bolhas de ar ao redor da traqueia, de que seu orifício está prestes a fechar (em média 2 dias para o fechamento total).
Após o fechamento total do orifício, é acelerado o processo de aderência da pele e absorção da fibrose que por ventura tenha sido criada.
– Indicações de traqueostomia na criança


Obstrução da via aérea superior Higiene pulmonar, ventilação assistida
Alérgicas Angioedema;  anafilaxia Asma
Metabólicas – Fibrose cística; coma devido a diabetes, uremia,
etc.; sind angústia respiratória
Profiláticas Cirurgia cabeça e pescoço; neurocirurgia; –
cirurgia cardíaca; entubação prolongada
Degenerativas/idiopáticas Paralisia cordas vocais Deficiência sistema nervoso central ou
neuromuscular: Sind Guillain-Barré;
polimiosite; miastenia grave; botulismo;
parada cardíaca, parada respiratória
Desordens do sono Colapso musculatura faríngea; hipertrofia –
adenóide/amígdala
Congênitas Atresia de coanas; macroglossia; fenda Doença cardíaca e insuficiência cardíaca
palatina; Assoc Pierre-Robin; congênitas; atresia de esôfago com fístula
laringomalacia, estenose laringe; traqueoesofágica; hipoplasia pulmonar por
paralisia cordas vocais; membrana e hérnia diafragmática; cirurgia
cistos de laringe; estenose subglótica; craniomaxilofacial
anel vascular; hipoplasia traqueal
Trauma Injúria oral e facial; corpo estranho; Trauma craniano; esmagamento torácico;
queimaduras; edema laríngeo; lesão hemorragia intrapulmonar; pneumotórax; após
nervo laríngeo recorrente; fratura transplante de pulmão
laríngea
Tóxico Corrosivos Coma tóxico (fenobarbital e outros); sind
aspirativas (mecônico e outras)
Infecção Epiglotite; laringotraqueíte; gengivoestomatite; Meningite; encefalite; abscesso cerebral;
difteria; abscesso  retrofaríngeo; celulite pneumonia; bronquiolite; poliomielite; aspiração
cervical; tétano; raiva pulmonar com indicação de fechamento laríngeo
Neoplasia Tumores de laringe, traquéia, faringe e Tumor cerebral e medula espinhal
língua: papiloma, hemangioma,
linfangioma e sarcom.






17 comentários:

Taíse disse...

Nossa faço minha as sua palavras e medos em relação a este procedimento, sei de uma coisa posso até deixar fazer, mas somente no momento de extrema necessidade pois enquanto der vou usando CPAP, O2 e o que existir pra evitar, mas mim doí muito pois os médicos já mim disseram que será o caminho natural em seu desenvolvimento.

Bj e saúde pro nossos anjos.

Taíse/Gabriel
http://gabrielenviadodedeus.blogspot.com/

Camilinha- Amor Incondicional disse...

Tenho PAVOR!!!!
Espero que a Camilinha nunca necessite

Elisa disse...

Oi... Vi seu comentário no meu blog e resolvi te visitar.

A minha filha precisou de traqueostomia e realmente é muito ruim. Os riscos de infecção aumentam, a ausência de sons faz com que a gente acorde a cada suspiro durante a noite e pra sair de casa é difícil porque ela precisa ser aspirada constantemente (principalmente no tempo seco daqui).

Por outro lado, caso ele realmente precise e não haja outra alternativa, a traqueostomia não é também nada do outro mundo.

As dificuldades aumentam sim, mas (ao menos no caso da Alice), a traqueostomia foi um alívio na época. Aliás, para a gente, a traqueo significou independência do CPAP, do oxigênio e do hospital. Ela pode vir para casa, ser cuidada e tem apresentado muitas melhoras motoras. Nós saímos de casa, passeamos e tentamos dar a ela toda qualidade de vida possível dentro das limitações.

Espero que o seu filho não precise fazer a traqueo. A fisio respiratória da Alice cuida de outra menina com paralisia que é muito secretiva e, apenas através da fisio, conseguiu que ela não precisasse nem mais ser aspirada. Ela precisa ser atendida todos os dias, mas ainda assim é uma alternativa à traqueo.

KATYANE disse...

Meu pequeno Flavinho de 5 anos de idade que tem síndrome de dandy wolker e outras complicações foi traqueostomizado por quase dois anos, tempo de sofrimento para nós e para ele. Vivia com infecção, pneumonia e é porque tínhamos muito cuidado com a higienização. Ele mesmo não suportou mais e arrancou a cânula

Roberta disse...

Nossa Katyane, que esperto, rancou a canola e ai o que teve que ser feito, foi feita nova traqueo?
Me mande seu email pra conversarmos.

Andreia Cristina disse...

Bom dia! Não acho que vc tem q ser tão contra a traqueo... em mtas vezes ela pode diminuir sim a quantidade de secreções pulmonares evitando a aspiração de saliva, por exemplo, e ao contrário, diminuindo o número de pneumonias e até melhorando a qualidade de vida dele!

Roberta disse...

Oi Andreia, não sou contra, só acho que tem que ser a última opção, muitos médicos fazem somente por prazer, mal a criança interna e ja que fazer a traqueo, se a criança sofre risco de vida, ou se meu filho corresse risco de vida, é óbvio que eu faria, mas seria minha última opção.

elizangela trajano disse...

oi meu nome é elizangela e tenho um bebe de 4 meses que teve que fazer a traqueo desde os 27 dias de nascido ainda não me acostumei e precisso de orientações sobre esses assuntos obrigado por terem postado essas coisas me ajudaram muito

Anônimo disse...

Gostaria que vcs postassem a higienização e fixação da traquio. e como trocar o cordão do pescoço com segurança pra traqueo não sair.

Taise disse...

OI TENHO UM FILHO DE 3 ANOS ELE TEM TRAQUEOSTOMIA HÁ 10 MESES , NO ÍNICIO TINHA MUITAS INFECÇÕES , TEM QUE SER MUITO ASPIRADO , MAS NÃO ME ARREPENDO DE TER AUTORIZADO POIS SE NÃO FIZESSE IA MORRER , E AGORA APESAR DE MUITAS ASPIRAÇÕES ELE É UMA CRIANÇA MUITO FELIZ

Allyne Faria disse...

tenho uma filhinha com pc grave por um erro médico, ausente,traqueostromizada e gastrostomizada, No início foi muito dificil pra mim por ser nova e me deparar com tanta responsabilidade, mas pedi a Deus que me capacitasse cada dia mais para que eu pudesse atender a todas as necessidades da minha vidinha (apelido que dei a Ela). abços a todas as mães e espero que Deus possam abençoa-las infinitamente.

Thiala disse...

Olá!! Tenho uma filhinha de 2 anos,que aos 4meses de vida teve que usar a traqueo,foi um choque pra mim e pra familia tive que aprender a conviver c/os preconceitos e as limitações. Vi muitas portas se fecharem pq ela tinha tqt ,corria de um médico pra outro querendo obter resposta qd minha filha iria se livrar daquilo,pois minha filha nasceu sem nenhum problema de saúde ,e simplesmente uma bronquiolite quase levou minha filha a óbito. Enfim a cirurgia pediatra viu a possibilidade de tirar a tqt,porem teria que fazer uma bronquiocoscopia, uma luta para conseguir esse enxame,gracas a Deus conseguimos,levei p/um outro medico o resultado ele não aceitou o resultado e passou outra brônquio. Mas uma espera...simplesmente minha filha puxou a traqueo eu não vi ,quando percebi ela estava respirando bem,fui p/a emergência ficou 3 dias em observação e voltou pra ksa sem a traqueo.
O orifício ainda esta fechando e como ela tem uma lesão por conta ta entubação, de 6 em 6 meses ira fazer a brônquio p/não correr risco.

Thiala disse...

Olá!! Tenho uma filhinha de 2 anos,que aos 4meses de vida teve que usar a traqueo,foi um choque pra mim e pra familia tive que aprender a conviver c/os preconceitos e as limitações. Vi muitas portas se fecharem pq ela tinha tqt ,corria de um médico pra outro querendo obter resposta qd minha filha iria se livrar daquilo,pois minha filha nasceu sem nenhum problema de saúde ,e simplesmente uma bronquiolite quase levou minha filha a óbito. Enfim a cirurgia pediatra viu a possibilidade de tirar a tqt,porem teria que fazer uma bronquiocoscopia, uma luta para conseguir esse enxame,gracas a Deus conseguimos,levei p/um outro medico o resultado ele não aceitou o resultado e passou outra brônquio. Mas uma espera...simplesmente minha filha puxou a traqueo eu não vi ,quando percebi ela estava respirando bem,fui p/a emergência ficou 3 dias em observação e voltou pra ksa sem a traqueo.
O orifício ainda esta fechando e como ela tem uma lesão por conta ta entubação, de 6 em 6 meses ira fazer a brônquio p/não correr risco.

Thiala disse...

Olá!! Tenho uma filhinha de 2 anos,que aos 4meses de vida teve que usar a traqueo,foi um choque pra mim e pra familia tive que aprender a conviver c/os preconceitos e as limitações. Vi muitas portas se fecharem pq ela tinha tqt ,corria de um médico pra outro querendo obter resposta qd minha filha iria se livrar daquilo,pois minha filha nasceu sem nenhum problema de saúde ,e simplesmente uma bronquiolite quase levou minha filha a óbito. Enfim a cirurgia pediatra viu a possibilidade de tirar a tqt,porem teria que fazer uma bronquiocoscopia, uma luta para conseguir esse enxame,gracas a Deus conseguimos,levei p/um outro medico o resultado ele não aceitou o resultado e passou outra brônquio. Mas uma espera...simplesmente minha filha puxou a traqueo eu não vi ,quando percebi ela estava respirando bem,fui p/a emergência ficou 3 dias em observação e voltou pra ksa sem a traqueo.
O orifício ainda esta fechando e como ela tem uma lesão por conta ta entubação, de 6 em 6 meses ira fazer a brônquio p/não correr risco.

Camila Horta disse...

Boa tarde a todas...minha filha nasceu com uma doença que causou hidropisia fetal, emboque apenas 10% das crianças sobrevivem. Depois de 4 meses em uti resolvi trocar de hospital e médico. Graças a Deus!!! Em 2 semanas ela estava com a traqueostomia. No momento chorei muito e achei que era o fim do mundo... que ela não iria desenvolver como uma criança normal. Mas 1 mês e meio depois estávamos em casa, sem oxigênio. Ela teve 1 pneumonia com a traqueostomia em 1 ano e meio... desde então aprendi a fazer bastante inalação, só com soro. E tbm proteger a traqueostomia do vento quando sai de casa. Hj ela tem a vida normal de uma criança da idade dela. Já foi a praia com todo o cuidado, piscina... viaja, brinca com todas as crianças... é muito levada. Come de tudo!! Digo que tem cuidados a mais, mas com o tempo se torna natural. No próximo mês está programado a retirada da traqueostomia. Queria muito ajudar as mães que estão começando essa jornada agora. Aprendi muito!!! Para possibilitar uma vida normal para minha filha tivemos que comprar um aspirador portátil à bateria... foi o melhor investimento. Hj ela aspira 3 vezes por dia só!! Assim que ela tirar irei doar o aspirador portátil. Quero dar a oportunidade de vida que minha filha teve até hj para uma criança que precise.

Camila Horta disse...

Boa tarde... a canula é metálica ou plástica?

Roberta disse...

Que linda história, Deus foi maravilhoso com vcs. Camila temos muitas mães que precisam desse aspirador se quiser nos doar, ajudamos muitas mães. Nós adicione no face Roberta Porfirio. Sua história é linda, testemunho de fé e amor.

Postar um comentário

Sejam bem vindos ao nosso blog!!!!!
Obrigado por comentar.